Zonas ribeirinhas do Sul e Centro de Moçambique permanecem sob ameaça de inundação

As bacias hidrográficas das regiões sul e centro de Moçambique continuam a registar níveis de escoamento preocupantes, mantendo várias localidades em estado de alerta. De acordo com o mais recente balanço das autoridades hídricas, a situação é particularmente crítica na bacia do Limpopo, onde a estação de Xai-Xai apresenta valores superiores a oito metros, ultrapassando largamente o nível de alerta.

Esta pressão hidrométrica estende-se igualmente às zonas de Magude e Manhiça, banhadas pelo rio Incomáti, e a Madubula, na bacia do Maputo, onde as águas permanecem acima das cotas de segurança.

A norte, o cenário é marcado pela saturação das infraestruturas. As barragens de Nampula, Nacala e Mitucue atingiram a sua capacidade máxima de armazenamento, estando atualmente a cem por cento do seu volume útil. Embora a situação nestas zonas seja de relativa estabilidade, a monitorização é constante, especialmente após as chuvas intensas registadas em Mecuburi e Nacala, que ultrapassaram os cem milímetros num único dia. No centro do país, as atenções concentram-se no rio Zambeze, que regista uma subida significativa do caudal na zona fronteiriça de Zumbo, com valores a rondar os 2284 metros cúbicos por segundo.

Apesar de as previsões para as próximas 72 horas apontarem para uma redução gradual do volume de água nas bacias do sul, o risco de inundações em zonas baixas permanece elevado. Nas áreas de Mafambisse e Chire Batelão, espera-se que os níveis comecem a baixar, embora as autoridades recomendem que as populações não baixem a guarda. A Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos reforçou o apelo à prudência, instando os cidadãos a evitar a travessia de rios e a acompanhar as atualizações oficiais perante a instabilidade que ainda se faz sentir em grande parte do território nacional.

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