INAE encerra estabelecimento chinês por imundice, após trabalhadores denunciarem maus-tratos

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) e a Inspecção Geral do Trabalho (IGT), na cidade da Beira, província de Sofala, ordenou o encerramento de um estabelecimento de venda de materiais diversos após constatar imundice e falta e segurança no trabalho.

Isso ocorreu após um grupo de colaboradores do estabelecimento denunciarem maus-tratos e agressões por parte do patronato chinês.

Em entrevista, o Delegado da INAE, na província, Inocêncio Vilimo, disse que foram constatados lavabos em péssimas condições, produtos muito mal conservados no armazém e falta de ventilação.

“Os colegas estão neste momento a ver a legalidade da documentação, alvará e outros. É um trabalho que ainda está em curso. Mas pelo que já vimos, vamos suspender temporariamente, as actividades deste estabelecimento” adiantou.

Segundo a fonte, a suspensão vai manter-se até à resolução das constatações.

Loja tem cerca de 15 colaboradores que, entretanto, os seus rostos revelaram arrependimento pela denúncia, após o INAE anunciar o encerramento. Uma colaboradora não segurou a emoção, desatou-se em prantos e desmoronou-se. Teve de ser apoiada por outras duas colegas para não bater com a cabeça nas prateleiras ou no chão. O grupo teme ficar sem postos de trabalho.

Contudo, o Delegado da Inspecção Geral do Trabalho, João Macanga, explicou aos funcionários que apesar do encerramento temporário, os seus direitos serão salvaguardados.

“Nos termos da lei, será devidamente remunerado. Conta como se fosse um dia normal. Mas não vai abrir portas até resolver os nossos problemas” assegurou Macanga, ao responder um dos colaboradores que se preocupou com o direito de aferir salário mesmo empresa estando fechada.

O patronato não quis falar à imprensa.

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