O Presidente da República, Daniel Chapo, e o Presidente do Conselho de Administração da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, disseram, hoje, em Afungi, no distrito de Palma, província de Cabo Delgado, que não se está a registar a adesão esperada de pessoas interessadas em oportunidades de emprego no contexto do projecto Mozambique LNG Golfinho/Atum.
Governo e TotalEnergies anunciam a retoma do projecto Mozambique LNG em Cabo Delgado
Conforme referiram, o projecto precisa absorver, para o seu funcionamento, dezenas de milhares de pessoas. Só na fase de implantação serão necessárias 17 mil pessoas. Para já, em Afungi, estão cerca de cinco mil pessoas, sendo 80% moçambicanos, dos quais 40% de Cabo Delgado.
Segundo Chapo, essa fraca adesão detectada é intrínseca ao preconceito generalizado sobre a insegurança na província de Cabo Delgado.
“Existe esse preconceito de que em Cabo Delgado é só terrorismo”, começou por dizer. Adiante, explicou que havia uma facilidade em contratar pessoas antes de o projecto ser forçado à suspensão. Quase cinco anos depois, a situação é contrária.
“Antes da Força Maior, era fácil mobilizar jovens a nível do país para virem a Afungi procurar emprego. E, neste momento, depois da Força Maior, está a ser um pouco difícil, porque existe essa imagem de Cabo Delgado associado ao terrorismo” disse Chapo, citando Pouyanné em uma conversa a dois, hoje.
O Presidente da TotalEnergies disse ser urgente mobilizar 10 mil jovens, para, pelo menos, estar próximo das necessidades do projecto. “… o mais urgente possível, o projecto quer atingir 10 mil trabalhadores, e os jovens moçambicanos precisam de emprego, e as oportunidades estão aqui em Afungi”.
“Discuti com o Director do projecto. Hoje precisamos de mobilizar mais pessoas. Devemos subir de cinco mil para 15 mil. Precisamos de mais pessoas e espero. Também precisamos de todas as pessoas para agregar diferentes competências ao projecto… O projecto está a progredir e os parceiros estão comprometidos em fazê-lo progredir. Esta é a mensagem. Então, vamos falar do futuro juntos e parar com boatos” disse Pouyanné.
O Chefe de Estado desvendou que a escolha da realização da cerimónia de relançamento do projecto em Afungi visava, essencialmente mostrar aos moçambicanos e ao mundo que “em Cabo Delgado, em Afungi, a obra foi retomada de facto…”. E o PCA da TotalEnergies acrescentou: “se estamos aqui é porque é um lugar seguro”.
Chapo disse que a actual situação de segura é melhor se comparada com a de 2017, quando haviam vilas ocupadas. Assegurou que actualmente não há vilas ocupadas, mas também reconheceu que os ataques não cessaram, ou seja, que o terrorismo ainda não acabou na província.
O projecto Mozambique LNG da TotalEnergies foi aprovado em 2019, com um investimento de mais de 20 mil milhões de dólares, foi condicionado nos últimos quatro anos pelos ataques terroristas na província de cabo delgado, em 2021 na sequência de violentos ataques a petrolífera o que obrigou a suspensão de actividades, enquanto estava em curso o desenvolvimento da construção de uma central para a produção e exportação de gás natural na baía de afungi. Com uma produção estimada em cerca de 13 milhões de toneladas anuais (mtpa) de GNL, que actualmente segundo a petrolífera está desenvolvido em 40%.
“O projecto vai ser uma fonte energética para Moçambique e para a região…” disse Pouyanné, durante o discurso de ocasião.
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